A começar pelo possível palco da final da Copa, o Maracanã. O estádio será auto-sustentável na produção de energia. Isso será possível através de painéis solares que serão acoplados à cobertura de vidro que irá revestir o estádio.
Essa inovação tecnológica está orçada em R$ 200 milhões. S segundo a secretária estadual de Esporte, Turismo e Lazer do Rio de Janeiro, que administra o Maracanã, em 10 anos esse investimento estará pago, já que o estádio deixará de consumir energia elétrica em pelos menos 70% de suas instalações.
A cobertura com painéis fotovoltaicos para o Maracanã geraria 3,7 MWp. Estádios com painéis fotovoltaicos já usados em estádios europeus. O exemplo mais bem sucedido é o Stade de Suisse Wankdorf, em Berna, na Suíça. Com 10.738 células solares, o estádio gera 1,134 gigawatts hora (GWh) de energia por ano.
Em Manaus, a tese da sustentabilidade ainda é mais escancarada. A cidade adota o slogan “A Copa mais verde do mundo” e promete construir uma arena com 46 mil lugares, levando em conta relatórios ambientais do Greenpeace, do World Winde Fund for Natures (WWF) e da Conservation International (CI). A empresa a ser contratada é a alemã Gerkan Marg und Partner (GMP), que construiu boa parte das arenas utilizadas na Copa de 2006.
Outro estádio que será construído dentro do conceito da arquitetura sustentável será o que está planejado para Natal, no Rio Grande do Norte. No projeto, 35% dos 82 hectares onde se erguerá a obra serão destinados à preservação ambiental. Haverá ainda uma estação de tratamento de esgoto para a reutilização dos efluentes. |