O maior complexo de escritórios de alto padrão do Brasil, o Rochaverá Corporate Towers, foi entregue oficialmente no dia 20 de outubro, em São Paulo. Com investimentos de R$ 600 milhões, realizados por duas gigantes internacionais do setor imobiliário: a norte-americana Tishman Speyer e a empresa inglesa Autonomy investimentos, os administradores selecionaram para o evento de entrega do empreendimento uma palestra do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sobre a globalização e a nova ordem financeira mundial.
Máximo aproveitamento dos recursos naturais, redução do impacto ambiental do empreendimento durante a obra e no período de operação.
Essas são as principais características que resumem uma nova tendência em edifícios corporativos. São os chamados Green Buildings (prédios verdes), modalidade em que as torres do Rochaverá Corporate Towers vêm sendo construídas. A primeira torre deste complexo já está em funcionamento e a segunda já está com mais de 95% de suas obras concluídas, inclusive com parte da infra-estrutura de tecnologia predial já pronta para ser ativada. Os administradores optaram por uma central de co-geração de energia (na verdade uma usina de geração a gás) que pode segurar toda energia das primeiras torres do projeto, basta este segundo prédio ser entregue e ele já pode ter toda sua energia vinda da mesma usina da torre já entregue.
O Rochaverá Corporate Towers, projeto de quatro prédios comerciais divididos em 37 mil metros quadrados de terreno, é um daqueles modernos conjuntos de edifícios que chamam a atenção tanto pela arquitetura arrojada quanto pela tecnologia empregada para o conforto.
O Rochaverá possui a pré-certificação ambiental Green Building e recebeu, em maio deste ano, o prêmio mais importante do setor imobiliário mundial: o Prix d´Excellence 2008, na categoria especial Projeto Sustentável, concedido pela FIABCI (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias), durante o 59.º Congresso Mundial da entidade, em Amsterdan, na Holanda.
As duas primeiras torres já entregues, que constituem a primeira fase do empreendimento, possuem uma arquitetura arrojada marcada pelas fachadas inclinadas. São idênticas, com 17 andares, totalizando 58 mil metros quadrados da área locável. Com 11 elevadores cada um – sendo oito sociais, distribuídos em zona baixa e alta, um de serviço e outros dois que darão acesso às garagens – os edifícios têm andares tipo com pé-direito de 2,8 metros e um vão livre entre 11,5 metros e mais de 20 metros em torno de um núcleo de serviços, proporcionando áreas totais de 1,6 mil a 2 mil metros quadrados.
“O Rochaverá conta com diferenciais únicos em relação aos demais empreendimentos, que vão da sua localização e concepção até as dimensões e tecnologias, garantindo a imagem institucional do projeto. Estamos empregando todo o nosso know-how, utilizado em ícones internacionais como o Rockefeller Center e o Crysler Building, em Nova York, para oferecer o que há de mais moderno em instalações e administração predial”, afirma Daniel Citron, presidente da Tishman Speyer.
Constituído por quatro torres de escritórios, conciliando a modernidade das instalações com um projeto arquitetônico e paisagístico diferenciado, o Rochaverá está sendo construído em um terreno de mais de 37 mil metros quadrados.
As torres projetadas para o empreendimento totalizam 248 mil metros quadrados de área construída, sendo 130 mil metros quadrados de área de escritórios, conciliando a modernidade das instalações com um projeto arquitetônico e paisagístico diferenciado.
"A entrega do Rochaverá reforça o nosso compromisso com investimentos de longo prazo no Brasil. A primeira fase do empreendimento foi concluída com 70% de sua área locada, o que confirma o excelente retorno obtido até aqui e nos oferece perspectivas de sucesso para a próxima etapa do projeto", destaca Roberto Miranda de Lima, sócio e diretor presidente da Autonomy Investimentos.
Um dos destaques das instalações do Rochaverá, como já citamos, fica por conta do sistema próprio de co-geração de energia elétrica, capaz de atender a 100% da carga de todo o complexo, de forma ininterrupta. A operação integrada e o gerenciamento dos sistemas técnicos – como ar-condicionado, elevadores, telecomunicações e proteção contra incêndio – permitem que o empreendimento tenha o melhor aproveitamento de recursos como água e energia, com alta eficiência e baixo custo operacional. Todo o complexo foi projetado para atender aos mais altos padrões internacionais das principais empresas nacionais e estrangeiras, entre elas SAP, Regus, Fleury Medicina e Saúde e American Express. A Dow Química também já reservou 15 mil metros quadrados em um outro edifício do complexo, que será construído sob medida para abrigar a nova sede da companhia no Brasil.
Tecnologia integrada
Um dos pontos relevantes para a certificação LEED é o controle de energia, de iluminação, ar-condicionado e demais infra-estruturas inteligentes que controlam esses periféricos. A empresa responsável pela lógica de controle desses sistemas do Rochaverá é a Smart – SLG. Os sistemas da Smart, empresa dedicada implantação de sistemas de automação e supervisão predial, abrangem desde o sistema hidráulico até os controles de combate a incêndio, parte elétrica, iluminação, ar-condicionado, circuito fechado de TV e controle de acesso integrado.
Devido a complexidade dos sistemas implementados, a linha de equipamentos de automação predial escolhida foram os equipamentos da TAC/Schneider utilizando o software de supervisão Continuum, instalado e mantido pela Smart automação predial.
Este sistema permite controlar e gerenciar um grande número de subsistemas relacionados ao BMS (Building Management System).
O sistema de automação do ar-condicionado gerencia os equipamentos visando conforto e economia de energia. Este é um sistema de arcondicionado individualizado por zonas – VAV, o que aumenta o conforto térmico dos usuários.
No sistema elétrico, o gerenciamento da iluminação auxilia tanto no controle quanto na economia de energia. Assim é possível monitorar o consumo por conjunto, através de medidores de energia individualizados ligados em rede. O ‘sistema de utilidades’, também integrado ao BMS, controla e monitora o sistema de bombas de água servida, esgoto, recalque, águas pluviais e sistema de reutilização de águas pluviais.
Como o sistema de controle de acesso também está interligado ao sistema de controle dos elevadores, isso otimiza a chamada dos elevadores.
Quando o usuário passa seu cartão de acesso pelas catracas no térreo, a mesma já direciona o usuário para o elevador determinado. |